Fotos no Flickr

13 Novembro, 2008

Mal começamos a viajar e já estamos encontrando uma galera tão legal que às vezes e até difícil descrever. Ainda bem que a gente pelo menos consegue tirar fotos delas. E aí você pode ir acompanhando pelo nosso flickr!


Insight número 1

13 Novembro, 2008

Dia incrível de intenso. Conhecemos tanta gente, e tão diferentes uma da outra, e ouvimos tantas idéias legais, que fico até ansioso. Como processar tudo isso? Como transformar toda essa diversidade e essa vida e essa empolgação com o mundo numa revista só?

Um resuminho do que fizemos em Floripa ontem: Encontramos uma paulistana que se fascinou quando descobriu que o escritor/aviador Saint-Exuperry esteve aqui na ilha, mergulhou no assunto, se mudou para cá e foi responsável pelo encontro do sobrinho do francês com o pescador catarinense que foi amigo dele. Invadimos o lar de um anarquista porra louca lutador guerrilheiro ciclista que constrói casas com garrafas PET e explora o interior da ilha de bike. Fomos tomar cerveja com um monte de estudantes de jornalismo cheios de sonhos e idéias legais, e com um agitador cultural que nos explicou o conceito de “generosidade intelectual”.

Deixo vocês com um entre os vários insighs de ontem: o jeito como o Pereira, o tal anarquista, se define politicamente: “como meu pinto. Sempre para o alto, para frente, levemente para a esquerda, podendo avançar e recuar de acordo com as necessidades”. Moral da história: dividir o mundo simploriamente entre esquerda e direita, como muita gente ainda faz, é absolutamente insuficiente hoje. O mundo agora é muito mais complexo – e divertido – que isso.

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Chuva

12 Novembro, 2008

Floripa amanheceu na maior chuva. Mesmon debaixo de água (e sem entrar no mar), vamos à luta! Já temos marcada uma visita ao Museu Saint-Exupéry.

E acabei de receber mais umas dicas aqui, que parecem quentes (ao contrário do clima local): o fotógrafo Raoni Maddalena indicou falar com o cara da Mormaii. Já o Lucas Pereira mandou e-mail dizendo para procurarmos o Avelino Bastos, designer de pranchas da Tropical Brasil, Peninha, coordenador do museu da UFSC e Arante, dono do bar/restaurante mais famosinho da ilha.


CHEGAMOS!

11 Novembro, 2008

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Acabamos de estacionar no nosso primeiro destino: Florianópolis. Depois de umas 10 horas de estrada e de encarar um  mega engarrafamento na entrada da cidade por causa do jogo do Avaí (nossa pousada ficava bem no caminho do estádio!), desviamos nossa rota e alcançamos o Albergue da Juventude de Floripa.

Enquanto todos arrumam as malas, mochilas, sacolas etc no quarto, converso com a italiana Maria Grazia Coppola, de 29 anos completados ontem (parabéns pra ela!), que acabei de conhecer aqui no lobby do albergue. A moça está em viagem pela América Latina e já me indicou dar uma olhadinha na revista DonnaModerna, a preferida dela lá na Itália.

Enquanto bato um papinho com a nossa colega viajante, vamos organizando nossos encontros com gente daqui. Alguém ainda tem alguma dica pra nos dar? Tem alguém com que você ache que não podemos deixar de falar aqui em Floripa? Ainda está em tempo de dar indicações. Ficamos por aqui pelo menos uns dois dias, antes de zarpar rumo a Porto Alegre.


Obama e a nova geração

10 Novembro, 2008

Ontem o André postou sobre os sujeitos de 20 e tantos anos que turbinaram a campanha do Obama na internet. Até aí, não é uma grande surpresa: afinal, quem entende de internet são os jovens, não são?

Mas vê só: o Obama ficou famoso mesmo foi pela eloqüência, não foi? Pelos discursos empolgantes e inspiradores. Pois você sabe quem é que escreve esses discursos? Jon Favreau, 26 anos. Ele comanda uma equipe de três pessoas (um tem também 26 e o outro, tiozinho, tem 30). Se você estiver a fim de praticar o inglês, vê só a matéria no New York Times sobre ele.

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Pé na estrada

10 Novembro, 2008

Lá vamos nós. Amanhã cedinho zarpamos, rumo a Floripa. Depois de uns dias lá vamos para Porto Alegre, e depois, voltando, Curitiba. Dicas de gente legal, inovadora, interessante, instigante, inspiradora por lá são muuuuuuito bem vindas. Pode colocar aqui embaixo nos comentários mesmo. Agradeço se puder escrever umas duas linhas sobre por que deveríamos falar com essa pessoa. Te encontro na estrada.


Esses caras elegeram Obama?

9 Novembro, 2008

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Bom, no mínimo eles ajudaram bastante.

Chris Hughes (em pé) tem 24 anos e é co-fundador do Facebook. Joe Rospars também fundou pelo menos uma empresa pontocom e foi assessor do pré-candidato Howard Dean em 2004. Os dois são os responsáveis por coordenar a campanha online do Obama.

Detalhes no blog do Tiago Dória.


Mudança

9 Novembro, 2008

Tomei café da manhã na sexta-feira com o mineiro Helder Araújo, que tem uma carreira impressionante. Formou-se em design no Brasil, foi estudar na Fabrica, lá na Itália, celeiro de talento e idéias inovadoras, trabalhou na espetacular revista Colors misturando imagem com antropologia, voltou para o Brasil, mudou-se para São Paulo e virou um profissional disputadíssimo. É contratado por grandes empresas, como Fiat e Adidas, para pensar inovadoramente por elas. O trabalho de Helder pode ser assim: viajar para a China, fotografar e entrevistar gente, fazer uma pesquisa monumental, voltar e desenhar o novo produto de uma empresa. Não é legal? O mais impressionante é que ele conseguiu isso tudo nos primeiros 30 e poucos anos de vida. Ou seja, tem uma longa vida produtiva pela frente.

Tivemos uma conversa longa e bem interessante na qual Helder me ajudou a entender melhor o processo de inovação. Ele contou dos planos dele para o futuro – entre eles lançar um site de organização de conteúdo chamado Spix, que já existe em versão fechada e atualmente está em busca de um investidor para, quem sabe, virar um site-fenômeno-internacional se as coisas derem certo. O cara realmente está sintonizado no futuro e tem um trabalho ambicioso, consistente e planejado.

Mas o que mais gostei de ouvir foi a parte em que o Helder me falou das insatisfações dele. Ele disse que decidiu trabalhar menos para empresas e mais para governos e organizações sociais. Ele quer usar o que ele sabe – seu olhar visionário e atento, seu espírito organizado e focado – para melhorar o mundo. E acha que o momento que estamos passando agora no Brasil e no mundo é o começo de uma transformação absurda na história da humanidade – o derretimento de Wall Street, a mobilização contra o aquecimento global e a eleição de Obama são algus sintomas disso.

Eu disse para ele que queria que ele, de alguma forma, nos ajudasse a pensar nossa nova “revista”. Ele ficou animado com a idéia.


O dilema QWERTY vs. Dvorak

9 Novembro, 2008


No começo da conversa com o pessoal da colmeia (assunto do post anterior) surgiu um assunto que resume boa parte do que veio depois e do que a gente andou encontrando nos últimos dias. O Denis falou de jornalismo das antigas, e do barulho das máquinas de escrever que foi diminuindo nas redações até sumir de vez. E aí o André Passamani lembrou de como é curioso que a gente ainda use o teclado QWERTY por causa do enrosco das teclas das máquinas de escrever.

Para quem não sabe, a disposição das letras no teclado foi feita desse jeito para diminuir as chances de as teclas emperrarem, deixando letras que normalmente vão juntas na língua inglesa longe umas das outras. Lá pelos anos 1930, o americano August Dvorak ajudou a criar um teclado simplificado que reduziria o esforço de digitar em cerca de 20 vezes. O T está do lado do H e pertinho do E, todas as vogais estão juntas e por aí vai. Enquanto o QWERTY tem esse nome por causa das suas seis primeiras letras, o novo padrão ganhou o nome do seu co-criador.

Mas quando os computadores começaram a aparecer, o padrão adotado foi o QWERTY. Como você pode ver pelo teclado aí na sua frente, continua assim até hoje. Aprender a digitar num teclado Dvorak seria começar tudo do zero, aprendendo a fazer aquilo que já era automático de um jeito totalmente diferente.

É um pouco como mudar para software livre, criar vídeo e publicidade para a internet, fazer uma revista diferente dentro de uma empresa gigante. Naquela época o esforço de mudar o padrão de QWERTY para Dvorak aparentemente não valia a pena. Mas sabe-se lá se os índices de LER e tendinite não seriam bem menores hoje se a mudança tivesse acontecido.

A colmeia acredita que o que importa são as idéias. Acredita em qualidade e inteligência, e acha que o que importa não é crescer e ganhar dinheiro, mas ser foda. Eles estão há pouco tempo na estrada – como em qualquer experimento, pode dar tudo certo, pode dar tudo errado. Para bem ou mal, a gente tem bastante coisa em comum.


Conversa dura

8 Novembro, 2008

Tivemos ontem uma conversa boa – e dura – com o pessoal que trabalha na Colméia, uma produtora de conteúdo digital (fazem sites, vídeos, jogos, eventos, experiências interativas, tudo muito criativo e com uma qualidade assustadora). Contei para eles do nosso plano de fazer uma “revista” e dei uma pincelada numa idéia que anda me martelando a cabeça. A de que essa “revista” podia trabalhar de um jeito diferente. Em vez de ser uma comunicação vertical – dos jornalistas que tudo sabem lá no alto para o público ignorante aqui embaixo, como as revistas costumam ser –, ser mais horizontal. Estabelecer sociedade com colaboradores, fazer parcerias com gente legal, trabalhar junto e borrar as fronteiras entre revista e público.

O André Passamani, um dos donos da Colméia, um sujeito de mente superativa, que não consegue evitar ter uma idéia atrás da outra, foi super-cético em relação a conseguirmos fazer isso. Ele disse que a Abril é uma empresa de mídia, e o negócio das empresas de mídia é ser dono do conteúdo. Empresa de mídia, para ele, nunca vai abrir mão dessa propriedade, se fizer isso perde o sentido de existir. O Passamani, como o resto do pessoal da Colméia, acredita no software livre – programas de computador devem ser feitos, usados e entregues de graça para quem mais quiser usar pedaços dele, melhorar e usar de novo, sem precisar ter que refazer trabalho algum. Ele acha que o futuro é povoado por empresas menores (diz que a Colméia nunca vai ter mais que 90 pessoas), de gente talentosa, apaixonada pelo que faz, tratando bem umas às outras e fazendo coisas de qualidade.

Legal, concordo. E acredito muito que esse nosso projeto_secreto pode dar origem a uma empresa dessas, dentro da Abril.

Recomendo muito a você fuçar o site da Colméia e ver as coisas que eles fazem. O blog tem links para vídeos legais, a maioria deles para clientes publicitários. Você pode por exemplo jogar o War ecológico online que eles desenvolveram pro Greenpeace. Os caras estão começando também a fazer seus próprios programas de tv para a internet, disponíveis na Enxame TV (enxame não é um lugar, é um movimento). Arme-se de paciência porque a qualidade é alta o vídeo demora a baixar (dê pause, pegue um livro, vá ao banheiro e assista na volta).

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