Thank you, monster!

Estou empolgada que não me aguento. Daqui a pouco partimos para Brasília, minha cidade natal. Adoro falar da minha cidade e mostrá-la pra quem vem de fora. Brasília é diferente de qualquer outro lugar do mundo, arquiteturalmente falando e culturalmente também. Um lugar interessantíssimo, cheio de gente legal, fazendo a diferença, tentando transformar o país (ok, tem um monte de picareta também, vá lá, mas pra eles a gente não vai dar papo). Claro que eu sou suspeita pra falar. Mas acho que serão dias fantásticos.

Ontem, aqui em Goiânia também foi. Finalmente conseguimos conversar com o Fabrício Nobre, da Monstro Discos. Todo mundo que falava de Goiânia pra gente repetia “vocês tem que falar com o Fabrício!”. O cara não dorme. Há mais de 10 anos organiza festivais como o Noise e o Bananada. Traz bandas de fora, promove as daqui, revoluciona o rock independente, revoluciona a cidade, o país, tudo. No meio da correria da pós-produção do Noise, depois de passar uns três dias quase sem dormir ainda achou um tempinho pra receber a gente no escritório da Monstro.

Foi um papo rápido, mas empolgante. O cara é daquelas pessoas que faz as coisas acontecerem. Viaja o mundo inteiro, faz contato com produtores e bandas de outros países, frequenta os festivais mais badalados. E tenta trazer tudo de volta pra Goiânia. A cidade responde positivamente. “Goiânia se percebeu urbana, classe média, inteligente. O povo aqui é massa, é uma urbanidade honesta”, contou empolgado.

Alem de falar sobre a cidade, ainda conversamos sobre música, política, drogas, trabalho, revistas e mercado publicitário. E depois fechamos nossa passagem por Goiânia com chave de ouro: o Fabrício convidou a gente pra um papo de bar com o pessoal da Monstro e da banda canadense Black Mountain, que tocou no Noise sábado. Foi sensacional.

Mas pra mim, o mais incrível mesmo foi um insight que tive hoje de manhã: a Monstro discos me fez virar jornalista. Explico: em 2001, os caras trouxeram o Mudhoney (lendária banda grunge de Seatlle) pra Goiânia, bem no dia do vestibular. É claro que eu priorizei o show e não os estudos. Resultado: obviamente não passei no vestibular e tive que ficar mais seis meses estudando. Ok, sem mentir: fiquei um semestre me divertindo, dormindo muito, viajando, aproveitando a vida. E foi aí que decidi o curso que queria realmente fazer. O rock em goiânia mudou a minha vida.  Valeu, Monstro!

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5 Responses to Thank you, monster!

  1. Renata Reps disse:

    Hahahah que pessoa mais empolgada!
    Não posso concordar que Brasília inteira tenha isso tudo aí de legal que você está falando. Mas sei que, procurando bem, mas procurando MESMO, a gente relamente encontra pessoas sensacionais que resistiram e ficaram em Brasília. Mas boa sorte na empreitada!!!

  2. Barão disse:

    Fala galera!!! Não postei ainda aqui mas tenho acompanhado o blog e estou adorando! Até coloquei o link no nosso blog. Adoraria estar aí!
    Adorei o post que vcs fizeram sobre o Nódesign. Grande honra! Em Brasília vcs são obrigados a conhecer o Christus Nóbrega. Uma das figuras mais impressionantes que eu já vi! Apesar de novo, já fez de tudo! É paraibano, mora em Brasília, já trabalhou com design de produto, artesanato, arte eletrônica, robótica (ouvi falar que já ficou um ano sem comer) já escreveu um livro, é mestre em tecnologia ambiental e já deve ter plantado uma arvore…
    saca só:
    http://www.orkut.com.br/Main#Profile.aspx?uid=13360393598218645167

    Minha dica de hoje é essa!
    ps: Legal que vcs encontraram a Paulinha!

    boa viajem!!!

    BARÃO

  3. Barão disse:

    Fala galera!!! Não postei ainda aqui, mas tenho acompanhado o blog e estou adorando! Até coloquei o link no nosso blog. Seria massa estar aí com vcs!
    Adorei o post que vcs fizeram sobre o Nódesign. Grande honra! Em Brasília vcs estão obrigados a conhecer o Christus Nóbrega. Uma figura impressionante! Apesar de novo, já fez de tudo! É paraibano, mora em Brasília, já trabalhou com design de produto, artesanato, arte eletrônica, robótica já escreveu um livro, é mestre em tecnologia ambiental e eu ouvi um folclore que diz que ele já ficou um ano sem comer…
    saca só:
    http://www.orkut.com.br/Main#Profile.aspx?uid=13360393598218645167

    Minha dica de hoje é essa!
    ps: Legal que vcs encontraram a Paulinha!

    boa viajem!!!

    BARÃO

  4. Denis Russo Burgierman disse:

    valeu, Barão!

  5. Julio P. disse:

    eu me perdi em Brasilia quando fui! ahahhah Aquela história de quadra, ruas que seguem uma progressão pseudo-numérica-crescente…. me perdi bonito!! ehehe

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