Azucrinando

Um grupo de designers e músicos de BH, cada um com seu emprego, se juntaram em 2007 e criaram um coletivo, o Azucrina. No começo a idéia era trabalhar juntos para clientes. Eles até fizeram umas coisas comerciais (bem legais), mas chegaram à conclusão de que o Azucrina não é um escritório. Não é um lugar para executar idéias dos outros, é para ter as próprias idéias. Hoje o Azucrina meio que evita trabalhos comerciais (embora eles não tenham nada contra ganhar dinheiro nem descartem a hipótese de que acabem criando algo legal que, no final, ganhe dinheiro). O negócio deles é ter idéias, doidas, e fazê-las acontecer com a ajuda uns dos outros. Como o Rotatória, um show de rock numa rotatória no meio de uma avenida que acaba quando a polícia chega. Ou essa sutil intervenção contra a sujeira na cidade na época de eleições aí do vídeo abaixo.

Adoramos a conversa e o pique dos caras. Todo mundo muito gente boa, muito generoso em repartir idéias e a fim de experimentar coisas. Mais um indício de que a lógica do mundo está mudando e já não pode ser explicada apenas pelas contas de mais e menos das planilhas de Excel.

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13 Responses to Azucrinando

  1. Barbara Axt disse:

    Ola, estou acompanhando o blog e adorando ver essa energia toda (de vcs e do povo que vcs entrevistam). Eu entro aqui para me animar, sabia? Pois e, talvez sem saber vcs criaram um “blog inspiracional”

    Eu cada vez mais me convenco de que daqui a cem anos o mundo vai olhar para essa epoca que estamos vivendo e dizer “aquela era a era do capitalismo selvagem. Nao deu certo. Depois da Grande Cagada (o tal apocalipse mencionado alguns posts atras), as pessoas perceberam que seguir somente os instintos e deixar o capitalismo crescer sem limites nao estava dando certo”. Mais ou menos como hoje em dia a gente olha para Revolucao Industrial.

  2. Pedro Pinto disse:

    Olá, chamo-me Pedro Pinto e ando a seleccionar pessoas com uma boa presença on-line par convidar para meus afiliados

    directos no lançamento de um novo projecto.

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    Obrigado,
    Pedro Pinto

  3. Denis Russo Burgierman disse:

    urru, valeu nosso dia, Barbara

  4. Claudio disse:

    Azucrina ai pessoal.

  5. Gustavo Duarte disse:

    Porra
    bacana vei
    queria tocar o terror tbm
    só q uma andorinha não faz verão
    Se quiserem me convidar p/ proxima, to dentro!

  6. Baba disse:

    Gente, acabo de descobrir a verdade sobre este Projeto Secreto!!!!!!!!
    Os caras nao estao em BH mas sim no Recife. A Jenifer nunca existiu. O carro vermelho foi abandonado e eles estao tomando banho de mar com os tubarões…..

  7. Sinceramente: é assim que esses caras querem mudar o mundo? Aliás, eles querem mudar o mundo? Nunca vão chegar a lugar algum. Nunca vão ser respeitados. O simples fato de não estarem respeitando o direito dos candidatos de expor sua campanha política destrói toda e qualquer forma de contra-política que eles pensam estar fazendo. Se são mesmo Designers e estão mesmo com vontade de fazer algo, porque não fazem de dia? Porque não se candidatam? Porque não criam um viral, uma campanha, algo de relevante contra a politicagem? A política NUNCA é ruim quando é tratada com seriedade. No entanto, TUDO o que envolve desrespeito a direitos e muito dinheiro, envolve muita ganância e muita ignorância. Vocês, da Super, querem uma NOVA REVISTA REVOLUCIONÁRIA? Então tratem de conversar com pessoas menus fúteis, mais compromisSadas com UM MUNDO MELHOR. Abraços!

  8. Francisco Martins disse:

    Caro Eliezer, o filme “A Implacável Poluição Visual”, parece ter sido concebido como um protesto a uma postura invasiva e ilegal adotada pelos candidatos em Belo Horizonte, que se apropriavam dos espaços públicos para se promoverem. O vídeo mostra, em tom de humor, a insatisfação dessa ‘crew’ por essa conduta. As placas, de fato, não deveriam estar onde estão, pois além de atrapalhar o trânsito de pedestres, geram uma terrível poluição visual. Nas eleições seguintes, esse tipo de mídia foi vetada. O vídeo já foi exibido em 3 festivais nacionais (MFL 2008 – 7º mostra do filme livre – rio de janeiro-RJ, CineClube Savassi – Mostra organizada pelo Crave – 2008, ARTMOV (telemig celular) 2007 – belo horizonte-MG) e que também agiu como viral quando lançado!!
    pró-ativos e respeitados! Azucrina way of life! abraços

  9. Independente dos motivos pelos quais os políticos colocaram as placas, a atitude noturna e depredante não pode ser motivo de aplausos em lugar nenhum – muito menos em festivais. Existem maneira bem mais interessantes de passar uma mensagem. O fato de pintarem o rosto dos políticos é interessante. Não critiquei esse ato. Afinal, a maioria deles possui um pouco de Hitler. Mas, as calorias gastas no vídeo poderiam ser canalizadas para algo melhor, menos depredante, não ilegal e menos criticável. É muito fácil criticar este ato. Eu, em um primeiro momento, acabei criticando e não passou pela minha cabeça elogiar o fato de pintarem os rostos dos políticos. No entanto, não pensem que o ato de vocês gerou a vetação das placas. Foram, certamente, movimentos bem mais organizados e focados em resultados que geraram o vetamento. Minha crítica é muito mais relacionada a atitude como foi feita do que com relação a idéia de vocês. Perdoem-me pelo primeiro post. Um tanto irresponssável e sem conhecimento de causa. Se errei neste segundo, terei o prazer de me retratar. Abraços!

  10. abacate disse:

    pq alguem deveria deixar de depredar alguma coisa que lhe faz mal?
    que vende alguma coisa q não merece ser comprada?
    que so faz manter a mesma classe dominante no poder?
    q polui visialmente a cidade??

    eu vejo esses atos de “vandalismo” como provavelmente vc ve uma pixação ser apagada. é sujeira sendo tirada da frente dos mesu olhos.

    se alguem, por algum motivo, resolve fazer um video apagando pixações aleatoriamente de um jeito q inspirasse mais pessoas a fazer o mesmo, aposto q vc aplaudiria. (posso estar sendo irresponsavel e sem conhecimento de causa, ao estar supondo opiniões suas… mas isso encaixa no modelo que criei de vc na minha cabeça)

    por isso achei importante o registro da ação num video divertido (q com certeza serviu como mkt viral, é so conferir o numero de acessos no youtube) para que mais gente tomasse conhecimento de que essas placas não deveriam estar no meio da rua.
    o que talvez levou algumas dessas a reevidicar de maneira mais organizada a sua retirada…

  11. Olá Abacate

    Em primeiro lugar, minha crítica não é contra o desejo de destruir as placas. Mas na maneira como isso foi feito. Apagar pinchações é uma coisa, derrubar placas na calada da noite, é outra bem diferente. Minha crítica é contra atitudes de vandalismo. Não será burlando leis que vamos ter respeito. Será estudando leis, nos fomando em Direito e subindo no mesmo palanque desses desgraçados e nos colocando lado a lado com eles que vamos ter um futuro melhor. No dia em que entendermos que enquanto derrubamos placas eles estudam maneiras de colocá-las em outro lugar, de outra forma, vamos pensar em formas mais interessantes e criativas de movimentar uma idéia. O que vi no vídeo foi um bando de caras derrubando placas e pintando rostos de políticos. Ninguém respeita esse tipo de atitude, meu amigo. E a idéia que você fez de mim esta errada. Eu acredito que certas pinchações são obras de arte e deveriam ser divulgadas e incentivadas. Eu acredito que certos movimentos contra a poluição deveriam ser divulgados e incentivados. Eu acredito que movimentos em prol da limpeza da cidade em todos os sentidos, deveriam ser divulgados e incentivados. Mas, como? Derrubando placas a noite? Limpando pinchações pelo simples fato de serem pinchações? Tudo tem uma maneira. Tudo tem solução. Só a morte não tem solução. Se todas as placas forem abolidas, estaremos indo contra a liberdade de expressão. Seria o mesmo que abolir as pichações. Pichações, geralmente, são formas de expressão. As cavernas estão ai para provar isso. Placas, idem. Todos temos direitos. Se conseguiram tirar as placas por meio de um decreto, ótimo. Contra decreto, apenas um novo decreto. Contra vandalismo, apenas a polícia. E numa dessas, alguém se machuca. Abraços!

  12. Denis Russo Burgierman disse:

    Eliezer Cardoso,
    Eu acho que a grande questão é: “quem decide o que é legítimo e o que não é?” É a prefeitura? Será mesmo? Não lembro de ter assinado nada concedendo ao prefeito o direito de administrar o meu espaço, e o espaço público é o meu espaço.
    Veja um exemplo: o Azucrina, o mesmo pessoal desse vídeo, tem uma idéia de depredar as publicidades do ponto de ônibus colando sobre elas mapas com informações, horários e itinerários das rotas de ônibus. É vandalismo? É errado destruir ruído com informação? Não sei a resposta, mas acho a pergunta bem interessante.
    abraço

  13. Achei versátil o vídeo….Pra quem não gosta de político então, pode ser uma “vingança”….rsrsr

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