Belém por procuração

Marcel Arede

Depois de horas sem fim de vôos e caos aéreo, estamos em Belém do Pará – o éden do tecnobrega, o reino das sorveterias de sabores impronunciáveis, o clímax da viagem, a terra prometida onde todas as peças do quebra-cabeça vão se encaixar.

É mentira, viu? Continuamos no Rio, sentindo que Belém foi uma (foi A) grande ausência da nossa jornada. Mas não podemos dizer que não descobrimos várias coisas sobre aquele muito longe lá no Norte, graças ao Marcel Arede (de azul na foto), que encontramos em Brasília. Ele é produtor cultural e organizador do Festival Se Rasgum, eventão de bandas indie que teva sua 3a edição agora em setembro.

Diz a lenda que o nome foi inspirado num puxador de uma quadrilha gay de Belém que ficava berrando “Vai, suas bicha! Dançum! SE RASGUM!”.  Diz se não é pra ganhar prêmio de melhor nome de festival de todos os tempos.

A imagem que o Marcel ajudou a compôr foi a de um paraíso (ou inferno) hedonista, onde reinam as aparelhagens, o ecstasy custa 5 reais e as festas não acabam nunca. Disse que “o Chimbinha é o cara mais inteligente que eu já conheci”, e revelou que tem MUITA música sertaneja na terra da Banda Calypso, graças à migração de gente do centro-oeste com a expansão do gado e da soja.

O Denis deve ter muito a acrescentar sobre o assunto, então eu passo a palavra.

Não fomos a Belém, mas falamos de lá quase todo dia da nossa viagem. É que todo mundo que foi voltou impressionado com o ritmo em que o mundo está mudando à beira da floresta. Cada entrevistado nosso contou um pouquinho. Temos uma certeza só: a de que Belém pode até não ter entrado na nossa viagem, mas certamente estará na nossa revista.

Anúncios

2 Responses to Belém por procuração

  1. Flausino, L disse:

    Realmente, depois de terem vindo a Recife (juro, não é bairrismo. Até porque..), só faltou ir ao norte, mesmo.

    Eu queria só sugerir algo que parcialmente indica o nível de revolução que passa sobre nossas cabeças [(mineiro-)nordestinas e sudestinas]!!! Foi um documetário, rapidão (20 min), chamado “Good copy, Bad copy”, que fala sobre as mudanças necessárias na lei de direito autoral. Vale a pena. Com certeza: Belem e Brasil na Nova Revista. uhuhuhu!!! lol

  2. Denis Russo Burgierman disse:

    opa, todo mundo fala dese filme! preciso assistir urgente!

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: