Vai melhorar

Esta viagem está sendo incrivelmente inspiradora todos os dias. Mas ontem foi especial. Terminamos a terça animados, otimistas. O futuro vai ser bem legal, garanto. Quer ver por quê? Veja nossas 3 entrevistas de ontem:

> café da manhã na confeitaria Colombo do Forte de Copacabana, melhor sala de reunião do mês. Batemos um papo com o procurador público Pedro Fortes, 28 anos. Ele ficou contando da equipe jovem do Ministério Público, dos avanços sociais que eles já conseguiram e daqueles que ele espera conseguir, do foco deles em aumentar a transparência do Estado e o acesso a oportunidades para todo mundo. O Pedro acabou de voltar da Califórnia, onde estudou em Stanford e aprimorou sua visão do que um Estado pode ser. Ele está muito animado.

> almoço na linda Livraria da Travessa, no shopping em Leblon, com o Matheus. O Matheus tem só 20 anos e já dirigiu um longa metragem: Apenas o Fim, que ele fez durante as férias da faculdade de cinema quase sem grana nenhuma e faturou simplesmente os prêmios de público do Festival do Rio e da Mostra Internacional de SP. Moleque inteligente, divertido, sem um pingo de arrogância, aberto para tudo, sem preconceito nenhum. Rimos com ele por horas e ficamos admirados com sua maturidade. Ele pretende dirigir mais dois longas em 2009 (um deles será seu projeto de conclusão de curso)! Perguntamos quais os melhores filmes brasileiros da história. “Terra em Transe e Uma Escola Atrapalhada (do Renato Aragão)”. Ele é bom de frases de efeito.

> Aí nos mandamos para a Fundação Getúlio Vargas para falar com o Ronaldo Lemos, homem do Creative Commons no Brasil, ativista da cultura livre e diretor do Centro de Tecnologia e Sociedade (CTS), que está estudando as revoluções tecnológicas do país. Falamos de rock (Ronaldo é também curador do Tim Festival), de technobrega (ele escreveu um livro sobre o assunto), do Overmundo (ele é um dos criadores desse site sensacional) e da situação privilegiada do Brasil com a crise mundial. “Não existe lugar no mundo melhor para se estar do que o Brasil hoje”. Aí, quando o sol se pôs, aceitamos o convite do pessoal do CTS para ir jogar Rock Band na casa de um deles.

Fomos dormir conscientes de que o mundo está mudando rápido demais e que isso é assustador. Mas que, se essas mudanças implicarem mesmo em uma sociedade mais justa e transparente, criadores jovens capazes de realizar coisas incríveis e videogames nos quais qualquer um pode se sentir um astro de rock, que elas venham. São bem vindas.

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2 Responses to Vai melhorar

  1. Flausino, L disse:

    Uai, esse não é o cara do filme “Good copy, bad copy”?
    Olha aí, já estão entre amigos.
    Abraços,

    Flausino

  2. […] exatamente uma semana, fizemos a última entrevista da nossa viagem, no Rio de Janeiro. O cara era Ronaldo Lemos, pesquisador da FGV, e conversar com ele foi sensacional. Resumiu boa parte dos papos que tivemos […]

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