Não adianta prender o Pirate Bay

17 abril, 2009

A justiça da Suécia decidiu hoje condenar os quatro criadores do site The Pirate Bay a um ano de cadeia. Vão para a masmorra por ter compartilhado milhões de torrents mundo afora e desrespeitar direitos autorais. Mas segundo o Ronaldo Lemos, advogado e pesquisador da FGV do Rio – com quem tivemos uma conversa iluminadora no ano passado -, o problema é mais embaixo. Não adianta encarcerar os escandinavos e muito menos fechar o site. Em entrevista ao IDG Now!, Lemos disse aquilo que todo mundo que baixa arquivos na web desde os tempos do Napster já sabe: fecha-se esse e outros abrem no lugar.

Isso sem contar o fato de que grande parte das pessoas simplesmente não acha errado o que os caras fazem. A não ser que eles ganhem dinheiro com o trabalho dos outros (o que eles clamam não fazer – apesar de ter alguns anúncios (huuum….), o site vive de doações dos usuários), fica difícil enxergar o crime. Logo, também é complicado ver a prisão como uma solução. Na entrevista publicada nessa sexta, Ronaldo diz que a decisão da justiça é ruim porque mostra “uma expansão dos direitos autorais, e isso começa a passar por cima de direitos individuais, como a privacidade”, afirmou. “Não é que não deva existir direito autoral, mas o ideal é que haja um equilíbrio.”

Mas talvez colocar os rapazes na masmorra adiante sim para alguma coisa: chamar atenção para a briga direitos autorais X cultura livre e direito à informação. O pessoal do Pirate Bay já percebeu isso e tem encarado a prisão com bom humor e esperança. Dá para sentir isso pelo depoimento que eles mesmos filmaram e colocaram no site hoje. Segundo eles, “Como em todos os bons filmes, os herois perdem no início, mas têm vitórias épicas no final. Essa é a única coisa que Hollywood nos ensinou”.

Em tempo: na Dinamarca, os presos têm acesso à internet nas cadeias. Ainda não descobri se na Suécia também, mas é bem provável.

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projeto_secreto na gringa

9 abril, 2009

Dan Sinker é um professor de “Jornalismo Visionário” no Columbia College de Chicago e foi o criador e editor da legendária revista independente Punk Planet. Ah, ele é também meu chapa… Hoje o site americano de cultura alternativa Alt Wire pediu para ele dar 5 dicas de coisas empolgantes acontecendo mundo afora. O número 5 foi este projeto_secreto que vos fala. Dan, gente finíssima, falou que nosso “conceito visual”, publicado no flickr é de “arrepiar os pelos da nuca”! Valeu, Dan! Amigo é para essas coisas…

A Punk Planet durou 13 anos e foi a bíblia de uma geração. Tenho a honra de ter em casa o último exemplar. Autografado! Olhaí:

punkplanet