Ferrugem + Casa de Quem!

26 janeiro, 2009

Este fim de semana em SP dei de cara com a estilista Fernanda Ferrugem, que sentou com a gente para um papo lá em Brasília durante a viagem. Ela estava em sampa por causa da Fashion Week, mas também para lançar a marca dela (que se chama, claro, Ferrugem)  na loja/ateliê Casa de Quem!

A Casa é um espaço bem legal de criação de moda, artes plásticas e design. Fica na Peixoto Gomide, nº 192, mas também vende online. Um dos sócios, olha a coincidência, é o Mario Mantovanni, produtor e colunista da Vida Simples.

Alguns looks da Ferrugem:



Duas coisas

14 janeiro, 2009

Duas coisas:

1. Meu post da semana passada deu a impressão em algumas pessoas de que o projeto está parado. Nananina. Não é nada disso não. O projeto_secreto continua, bonitão. É só que as chances de ocorrer uma decisão agora sobre um grande lançamento são pequenas. A Abril está em compasso de espera, enquanto o tempo ruim financeiro não desanuvia. Enquanto isso, seguimos com o blog, polindo idéias e melhorando o projeto. Até acho bom: mais tempo para darmos solidez ao conceito. Não tem nada parado não.

capatar

2. Mencionei naquele post a revista tar, um título lindão americano sobre arte, lançado em outubro de 2008. Falei que tem algumas coisas nela que parecem muito com algumas das idéias com as quais temos trabalhado aqui. A tar é feita por um coletivo de gente talentosa e importante, a maioria da Nova York. A revista é  grossa como um livro, cheia de coisas inéditas, lindas e bem feitas. Ela é semestral e a idéia é que a revista seja só uma das muitas coisas que esse coletivo produz. Além disso, eles são um selo que vai lançar livros, filmes e sabe-se lá mais o quê.

Achei legal porque é a revista de um coletivo, e a história dos coletivos está no centro do nosso jeito de pensar. Também porque eles querem que a revista seja mais que uma revista: que seja um objeto de arte. Pensamos a mesma coisa. A outra coincidência é essa história de haver a revista e um selo. Nós também queremos criar um selo, que vai servir para dar voz a toda essa geração de gente talentosa. É legal ver que idéias parecidas com a nossa estão germinando por aí. Dá uma sensação de confirmação, de que tem mesmo um movimento na direção que estamos apontando. Já pedi para uma amiga me mandar a revista de Londres. Quando chegar aqui conto.


O verdadeiramente positivo

18 novembro, 2008

O projeto_secreto recebeu uma dica de um leitor chamado Daniel. Ele deixou um comentário no blog sugerindo que procurássemos o lama Padma Samten, em Viamão, na beiradinha de Porto Alegre. Obrigado, Daniel, foi uma conversa sensacional.

Fomos ao centro budista na Estrada do Caminho do Meio esperando lições espirituais pouco conectadas com o mundo real. Surpresa. Acabamos falando de Obama, da crise econômica mundial, das deficiênias das revistas brasileiras, em especial da Veja, e do que está errado no mundo. O lama nos contou que muita gente acredita que o budismo prega o isolamento do mundo real, mas que há aí um grande engano: o que ele quer é interferir no mundo, mudá-lo.

Segundo ele, a Terra foi colonizada por alienígenas. Não, não ETs verdes antenudos. Ele estava falando de um pensamento alienígena: o pensamento econômico, que converte tudo em dinheiro e que está em conflito com a humanidade. A crise mundial, diz o lama, é conseqüência disso.

Como viver nesse mundo? “Precisamos localizar o que é verdadeiramente positivo e manter-se dentro dele na medida do possível de um jeito verdadeiramente positivo.” Engraçado como esse conselho soou parecido com coisas que ouvimos de outras pessoas por aí, inclusive de um cara que se considera ateu, o Pereira.

Aproveitei para pedir um conselho. Como criar uma revista diferente, fora da tal lógica alienígena? A resposta dele me deixou animado. “Façam o que estão fazendo. Conversem com as pessoas. Não pensem no benefício econômico. Pensem em servir as pessoas.”


Pista secreta

15 novembro, 2008

Fora de Porto Alegre, no município de Viamão, tem uma estrada conhecida pelos locais como Estrada da Branquinha. É uma estrada de terra, rodeada por charretes e pela vida lenta do interior gaúcho. Ficamos sabendo que essa estrada é um dos endereços mais míticos da história do skate brasileiro. É lá que fica, como me contou o designer e skatista Duda, componente da nossa equipe, o famoso Swell Skate Park, escavado em 1978, a primeira pista de skate do Rio Grande do Sul e uma das primeiras do Brasil.

Fomos para lá, o Duda e eu, hoje de manhã. Não foi fácil. Não há placas para a Estrada da Branquinha – esse é o nome popular, não o nome oficial, que é inspirado em algum político, como costumam ser as estradas brasileiras. Rodamos, rodamos, rodamos. Nenhum indício da Swell. Nenhuma placa, nenhuma muvuca de carros, nenhum outdoor de patrocinador. Depois de ir e voltar algumas vezes, perguntamos a um senhor empurrando uma bicicleta. Ele disse que conhecia tudo lá e que, com certeza, não tinha pista de skate nenhuma por lá. “Será que não é no centro de Viamão?” Aí o Duda desconfiou de um portão de madeira fechado. Desceu do carro, se aproximou, olhou lá dentro. E era lá. A Swell é uma pista secreta.

Lá dentro, um monte de gente se divertindo, uma área imensa e uma estrutura sensacional. A entrada custa 10 reais e a grana só chega para pagar os custos – o salário de um caseiro e manutenção. Um dos donos, o Gustavo Tesch, 26 anos, estava lá e conversamos bastante. Por que a pista é secreta?, perguntei. “Não quero que vire uma coisa pop, tem que manter a essência. Não distribuímos flyer, não tem placa, chega quem sabe, quem é trazido por um amigo.”

E grana? Ah, o Gustavo não ganha tanto quanto gostaria – não dá para viajar ao exterior todo ano ou ir à praia todo fim de semana. Mas a pista linda e bem mantida rende outras coisas para ele: uma rede de contatos com gente legal, que acaba se transformando em trabalhos de consultoria para construção de pistas, um trabalho administrativo numa revista local de skate (a excelente e independente Vista, que pretendemos visitar amanhã), organização de eventos. Ano que vem eles vão abrir um bar em Porto Alegre, com mata nativa e pista de skate.

Ele não ganha tão bem quanto ganhava quando trabalhava numa empresa que fabrica borracha, mas não reclama. “Só de poder trabalhar de bermuda, já compensa metade do salário”. E se sente ajudando a construir alguma coisa e, por que não, a melhorar o mundo. Gustavo diz que não tem concorrentes, só parceiros. Ele se liga a pessoas, cria coisas juntos e vai crescendo devagar junto com a paixão dele, o skate. Essa lógica dos “coletivos”, das pessoas unidas em torno de causas e paixões, me interessa muito. Algo me diz que é ela que vai transformar o mundo nos duros anos que vêm por aí.

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Gustavo, o dono da pista secreta, e Duda, aproveitando-a


pelo mundo: festival onedotzero

6 novembro, 2008

Animação e motion graphics em Londres.
14-16 de novembro

Via Motionographer


Brinquedos

6 novembro, 2008

Uma coisa a gente já sabe sobre os adultos de hoje: eles continuam gostando de brinquedo. Sabem muito bem que esses objetos que alegram nossa vida não são só coisa de criança. O sucesso do toy art está aí pra provar isso, cada vez ganhando mais força (e custando mais caro). Os meus preferidos são os bonecos da Tokidoki.

O dos obamistas, deve ser esse aqui:

boneco-obama

E o seu?


Arqueologia: o número 1 da Wired

6 novembro, 2008

Quase 16 anos atrás, em fevereiro de 1993, a edição 1.1 da revista Wired chegou às bancas, falando de cultura na era digital numa época em que quase ninguém sabia o que era internet e a World Wide Web nem tinha sido inaugurada direito.

O Fimoculous.com faz uma revisão meticulosa da edição inaugural, incluindo os anúncios. Link.