Eita

30 janeiro, 2009

A Abril me pediu para cuidar de um outro projeto por uns tempos – algumas semanas, acho. Isso quer dizer que, ao contrário do que eu disse no último post, o tal “trabalho duro” não começa já. Mas me empenharei em não deixar o trabalho mole parar. Continuarei postando idéias, recebendo dicas, conversando com possíveis parceiros, desenvolvendo o projeto – sem falar nos posts dos intrépidos André, Gisela e Duda, que eventualmente pingarão por aqui. Só não espere ver nossa revista na banca amanhã. Adianto para você, aliás, algumas cenas dos próximos capítulos:

– ontem chegou para mim a revista tar, da qual eu já contei. Estou lendo, ela é impressionante. Semana que vem conto mais.

– semana que vem vou apresentar o projeto ao pessoal da Abril Digital, de onde devem surgir idéias e possibilidades de parceria. Depois conto.

– esta semana fui falar com o Sérgio Esteves, do Guaraná Antarctica, para falar de possíveis projetos que poderíamos fazer juntos. Foi um papo bem legal, que deve render idéias igualmente legais.

– passarei o fim de semana que vem no Rio, onde vou voltar a falar com o Ronaldo Lemos, do Creative Commons, e conhecer Hermano Vianna e o Zé Marcelo, parceiros dele no Overmundo. Alguma coisa me diz que vão sair coisas interessantes daí.

A luta continua, camaradas.


A gangorra

28 janeiro, 2009

gangorra

Bão, de volta ao trabalho duro. Esta semana devemos começar a construir de verdade nossa revista nova – até agora só pensamos no conceito central da coisa. Estou louco para contar mais detalhes para vocês, mas por enquanto não posso. Estou esperando o Jurídico da Abril fazer o registro da marca. Senão, você vai lá, registra antes de mim, fica megamultimilionário enquanto eu fico largado na rua da amargura pedindo trocado.

Mas sou péssimo em guardar segredos, então vou deixar escapar alguma coisinha aqui. Aliás, alguma coisinha nada, vou contar a idéia central: nosso plano não é exatamente criar uma revista. É criar duas coisas:

1. Uma revista, que tenha como valores fundamentais transparência, parceria, irreverência, design, sustentabilidade, inovação.

2. Um selo. O selo é um lugar para construir parcerias. A idéia do selo não é fazer coisas e ser dono delas – é ajudar a fazer coisas e ser sócio delas. Em outras palavras: é difundir idéias legais e ajudar gente legal a fazer coisas legais.

Expliquei na reunião que o plano é fazer o projeto funcionar como uma gangorra – revista de um lado, selo do outro. Revista é o que a Abril sabe fazer. Selo é o que a Abril não sabe fazer. No começo a revista é grande e o selo pequenininho, super experimental. Mas o selo, como é colaborativo e flexível, tem um baita potencial de crescer e se tornar muito maior que a revista. O selo é o lugar onde vamos experimentar e inventar o século 21.

Que tal?


Duas coisas

14 janeiro, 2009

Duas coisas:

1. Meu post da semana passada deu a impressão em algumas pessoas de que o projeto está parado. Nananina. Não é nada disso não. O projeto_secreto continua, bonitão. É só que as chances de ocorrer uma decisão agora sobre um grande lançamento são pequenas. A Abril está em compasso de espera, enquanto o tempo ruim financeiro não desanuvia. Enquanto isso, seguimos com o blog, polindo idéias e melhorando o projeto. Até acho bom: mais tempo para darmos solidez ao conceito. Não tem nada parado não.

capatar

2. Mencionei naquele post a revista tar, um título lindão americano sobre arte, lançado em outubro de 2008. Falei que tem algumas coisas nela que parecem muito com algumas das idéias com as quais temos trabalhado aqui. A tar é feita por um coletivo de gente talentosa e importante, a maioria da Nova York. A revista é  grossa como um livro, cheia de coisas inéditas, lindas e bem feitas. Ela é semestral e a idéia é que a revista seja só uma das muitas coisas que esse coletivo produz. Além disso, eles são um selo que vai lançar livros, filmes e sabe-se lá mais o quê.

Achei legal porque é a revista de um coletivo, e a história dos coletivos está no centro do nosso jeito de pensar. Também porque eles querem que a revista seja mais que uma revista: que seja um objeto de arte. Pensamos a mesma coisa. A outra coincidência é essa história de haver a revista e um selo. Nós também queremos criar um selo, que vai servir para dar voz a toda essa geração de gente talentosa. É legal ver que idéias parecidas com a nossa estão germinando por aí. Dá uma sensação de confirmação, de que tem mesmo um movimento na direção que estamos apontando. Já pedi para uma amiga me mandar a revista de Londres. Quando chegar aqui conto.


Ressaca

11 dezembro, 2008

Acordei de ressaca de poeira. Ressaca de conversa. Ressaca de estrada. Acordei nesta quinta-feira com a cabeça tão cheia de idéias que dá preguiça de pensar. 30 dias, sendo 1 de folga. Nos outros 29, entrevistas uma atrás da outra, saídas para fotografar, cafés da manhã, almoços e jantares com convidados, botecos com bloquinho na mão e câmera no pescoço. Bom voltar para casa e passar um dia digerindo e ganhando carinho da Joaninha. Hehe.

Galera, obrigado a todos. Ao André, à Gi e ao Duda, por terem mergulhado nessa história até o fundo e por terem respirado o projeto por um mês, sem descanso. À Brenda e à Helena, minhas chefas na Abril, por apostarem. A todo mundo com quem nos encontramos por, SEM EXCEÇÃO, ter nos recebido com coração aberto e vontade de trocar idéias. A todo mundo que veio aqui neste blog, por nos manter em contato com o mundo e sugerir caminhos que percorremos sempre com bons resultados.

Isso está só começando.


Goin’ Home

10 dezembro, 2008

Por um mês comemos poeira na estrada. Visitamos escritórios, apartamentos, museus, redações, um centro budista, uma comunidade científico-ambientalista, universidades e bares, muitos bares. Ouvimos todo tipo de sotaque, visitamos 9 estados, dormimos em albergues, pulgueiros deprimentes e alguns hotéis bem decentes. Comemos lula a dorê, raviolli com picanha, arroz de pequi, macaxeira com carne de sol, sanduíche de mortadela, filé a osvaldo aranha, kebab, kibeirute e testículos de peru. Passamos tempo em 10 cidades – Floripa, Porto Alegre, Foz do Iguaçu, Campo Grande, Goiânia, Pirenópolis, Brasília, Belo Horizonte, Recife e Rio de Janeiro – e saímos de cada uma delas, sem exceção, com a sensação de que alguma coisa grande está acontecendo por lá. Rodamos 7.000 quilômetros de carro e falamos com tanta gente que perdemos a conta. Ficamos impressionados com o tanto de idéia legal que cada uma dessas pessoas tinha para nos contar. Ficamos impressionados também com a generosidade com a qual TODO MUNDO repartiu essas idéias conosco.
Acabamos de tomar café da manhã. Agora é fechar as malas e voltar para casa. E aí o trabalho é nosso. Obrigado a todo mundo que nos ajudou a chegar até aqui. Se não sair uma revista incrível dessa história, podem nos culpar. Será incompetência nossa.


De volta à estrada

22 novembro, 2008

Hoje, Campo Grande – Goiânia. Vai ser o dia inteiro comendo poeira nas estradas esburacadas, sol de fritar ovo, paisagens alucinantes, embalados pela efervescência de idéias nas nossas cabeças. Estamos sentindo que a revista começa a tomar forma.


Este blog é da Abril?

1 novembro, 2008

Para evitar confusão: não. Este blog foi criado e é mantido por 4 pessoas numa ferramenta pública, que é o WordPress. O objetivo dele é registrar o processo de criação de uma nova publicação, essa sim da Abril. Este blog não é um truque de marketing, ou um falso blog, ou um viral disfarçado: é uma ferramenta que, imaginamos, vai nos ajudar a estabelecer contato com um público, receber e testar idéias e nos dar o rumo de uma revista que faça sentido para o Brasil. Além disso, imaginamos que vá ser uma leitura bem legal quando a viagem começar…